Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
Rede Povo de NotíciasRede Povo de Notícias
  • Mundo
    • Cotidiano
    • Educação
  • Entretenimento
    • Pessoas
    • Música
    • Música
    • Séries
    • Cinema
    • Cultura
    • Televisão
    • Gastronomia
    • Moda
    • Internet
    • Agenda
  • Esportes
  • Economia
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Artigos
Lendo: Disputa sobre IOF em meio a rombo fiscal preocupa o setor produtivo
Compartilhar
A|a
A|a
Rede Povo de NotíciasRede Povo de Notícias
  • Mundo
    • Cotidiano
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Esportes
  • Entretenimento
    • Agenda
    • Cinema
    • Cultura
    • Gastronomia
    • Internet
    • Moda
    • Música
    • Música
    • Pessoas
    • Séries
    • Televisão
  • Artigos
  • Economia
  • Educação
  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente
Siga-nos
Economia

Disputa sobre IOF em meio a rombo fiscal preocupa o setor produtivo

Last updated: 2025/07/09 at 2:30 AM
Rede Povo Published 9 de julho de 2025
Compartilhar
Disputa sobre IOF em meio a rombo fiscal preocupa o setor produtivo
COMPARTILHAR

 O vai e vem em torno do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) acendeu o sinal de alerta entre empresários e economistas, preocupados com os reflexos da medida sobre o setor produtivo. Em junho, o governo federal editou um decreto elevando a alíquota do IOF nas transferências internacionais, com o objetivo de reforçar a arrecadação diante do avanço das despesas públicas.

A proposta, no entanto, foi barrada pelo Congresso Nacional, que argumentou que a elevação da carga tributária por meio de decreto fere a competência do Legislativo.

Em resposta, o governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo que a medida está amparada na legislação vigente.

A disputa política e jurídica se desenrola em um cenário de crescente desequilíbrio fiscal. Segundo a plataforma Gasto Brasil, que monitora as contas públicas em tempo real, os gastos dos entes federativos — Governo Federal, Estados, Distrito Federal e Municípios – já superam R$ 2,7 trilhões neste ano, enquanto a arrecadação federal gira em torno de R$ 2,05 trilhões. O descompasso pressiona os juros, eleva o risco-país e desestimula novos investimentos.

IOF: imposto regulatório usado como ferramenta fiscal

Para o economista e pesquisador da Unicamp Sillas Sousa, o uso do IOF como mecanismo de arrecadação é um sintoma das limitações fiscais e políticas enfrentadas pelo governo. “Temos dois tipos de impostos: os que são feitos para arrecadar, como o ICMS e o Imposto de Renda; e os impostos que são feitos para regular, que é o caso do IOF. A lógica do IOF é a mesma do imposto sobre cigarro ou bebida: não é apenas para arrecadar, mas para desestimular determinado comportamento econômico.”

Sousa destaca, no entanto, que a tentativa de aplicar esse imposto de forma fiscal tem distorções. “O governo quer diminuir a remessa de dólares para o exterior, então ele aumenta o IOF sobre essas operações. Mas, como está com dificuldade de aprovar novas fontes de receita no Congresso, recorre a impostos que podem alterar por decreto”, afirma. “Existe uma legitimidade do ponto de vista econômico na tentativa de aumentar a arrecadação, porque o governo está gastando mais do que arrecada. Mas isso tem um custo político e econômico alto.”

O professor também faz um alerta sobre os efeitos regressivos dessa estratégia. “O problema é que esse imposto incide em cascata e pune muito o pequeno investidor. Ele não tem acesso ao crédito subsidiado do BNDES. Ele usa o crédito rotativo, o que estiver disponível — e o IOF, em cima disso, faz um estrago.”
Instabilidade nas regras: “desafio enorme”

A crítica ao impacto da instabilidade tributária é compartilhada por representantes do setor produtivo. O vice-presidente jurídico da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Anderson Trautman, aponta a insegurança jurídica como um entrave direto à competitividade. “Estamos num momento de dificuldade de equilíbrio fiscal. O governo vem buscar alternativas que têm surpreendido o setor produtivo. Com essa carência de segurança jurídica e a perspectiva de elevação de carga tributária, o desafio é enorme”, afirma.

Segundo ele, o ajuste das contas públicas deveria priorizar a redução das despesas, por meio da reforma administrativa. “O enfrentamento do déficit fiscal deveria vir pelo lado da despesa, com uma redução do custo da máquina pública federal — e não pelo aumento de receitas.”

O presidente da CACB, Alfredo Cotait, reforça a preocupação ao relacionar os gastos em alta com a instabilidade macroeconômica. “Enquanto vemos uma arrecadação até hoje de R$ 2,05 trilhões, o Gasto Brasil mostra R$ 2,7 trilhões — o que gera juros altos e um ambiente instável de negócios”, diz.

Para Sillas Sousa, além do impacto imediato sobre o crédito, o maior problema está na previsibilidade. “Quando o governo começa a aumentar esse tipo de imposto aleatoriamente, você prejudica o horizonte. O empresário olha pra frente e não sabe se pode investir no curto prazo, porque não sabe se o governo vai mudar a regra no meio do jogo. Essa instabilidade piora muito o ambiente de negócios e isso tem impacto no nível de emprego e na geração de riqueza.”

Segundo o pesquisador, apesar da tentativa do governo de reforçar a arrecadação, o custo desse movimento tende a se refletir justamente nos segmentos que o Executivo declara querer proteger. “Essa é a crítica justa que se faz ao governo: ele faz um discurso de quem está ajudando os pobres, mas na prática está onerando, e não é pouco, os mais pobres.”
 

Pixel Brasil 61

Rede Povo 9 de julho de 2025
Compartilhe este artigo
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Print
Artigo anterior Presidente do Senado retira de pauta projeto de lei que legaliza jogos no Brasil Presidente do Senado retira de pauta projeto de lei que legaliza jogos no Brasil
Próximo artigo Hepatites virais: país registra redução de mortalidade em 10 anos Hepatites virais: país registra redução de mortalidade em 10 anos

– Publicidade –

Últimas

MIDR reconhece a situação de emergência em 19 cidades afetadas por desastres
MIDR reconhece a situação de emergência em 19 cidades afetadas por desastres
Redução da jornada de 44 para 36 horas elevaria custo do trabalho por hora em 22%, aponta estudo
Redução da jornada de 44 para 36 horas elevaria custo do trabalho por hora em 22%, aponta estudo
Fórum Brasil–África do Sul reforça cooperação econômica entre os dois países e destaca potencial do comércio bilateral
Fórum Brasil–África do Sul reforça cooperação econômica entre os dois países e destaca potencial do comércio bilateral
Carreta Digital leva formação tecnológica gratuita para 1.500 alunos de baixa renda de Rio Grande
Carreta Digital leva formação tecnológica gratuita para 1.500 alunos de baixa renda de Rio Grande
Receita Federal divulga regras do IR 2026 na próxima semana
Receita Federal divulga regras do IR 2026 na próxima semana

– Publicidade –

Mais Lidas

Enem: quem perdeu prova tem até 23h59 de hoje para pedir reaplicação
MIDR autoriza o repasse de R,8 milhões para ações de defesa civil em 19 cidades afetadas por desastres
MIDR autoriza o repasse de R$5,8 milhões para ações de defesa civil em 19 cidades afetadas por desastres
Principais empreendimentos imobiliários de 2017 destacam inovação e sustentabilidade
Principais empreendimentos imobiliários de 2017 destacam inovação e sustentabilidade
Secagem de vasinhos sem supervisão médica pode causar danos graves, alerta SBACV
Secagem de vasinhos sem supervisão médica pode causar danos graves, alerta SBACV
Plebe Rude lança lyric video de “A Quieta Desolação”, novo single de “Evolução, Volume 2”

Rede Povo © 2022 - Notícias do Brasil e do Mundo- Todos os direitos reservados

Removido da lista de leitura

Desfazer
Bem vindo de volta!

Entre na sua conta

Perdeu sua senha?