Simexmin 2023: Minerais no centro da transição energética
Em um momento em que o mundo vive uma transição energética, o Brasil está se preparando para aproveitar o potencial de crescimento que os minerais oferecem. E foi nesse contexto que a 12ª edição do Simexmin (Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral) foi aberta na noite do dia 17 de maio, na cidade histórica de Ouro Preto, no Centro de Convenções da Escola de Minas da UFOP. O evento, que reuniu mais de 1.800 participantes, também marcou a comemoração dos 30 anos da ADIMB (Associação para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro).
De acordo com o presidente do Conselho da ADIMB, Marcos André Gonçalves, o Simexmin é um momento importante para discutir o futuro do setor mineral brasileiro. “Nesse momento de transição energética, os minerais ganham protagonismo e representam um potencial de crescimento para o Brasil”, afirmou ele. “A ADIMB acredita que o futuro, sobretudo o futuro tecnológico, está na colaboração. E é por isso que estamos aqui, reunidos, para discutir e encontrar soluções para os desafios do setor mineral.”
Um dos pontos altos da cerimônia de abertura foi a entrega da Medalha Onildo Marini, criada para homenagear o professor Onildo Marini, fundador da ADIMB. A medalha foi concedida a dois membros do Conselho Consultivo de Brasil Mineral, o geólogo Elmer Prata Salomão e a engenheira de minas Maria José Gazzi Salum. A entrega da medalha foi feita por Miguel Marini, filho do professor Onildo Marini.
Além disso, a ADIMB também concedeu uma placa de homenagem a várias personalidades e representantes de entidades e instituições que contribuíram para a afirmação da entidade ao longo dos 30 anos. A Brasil Mineral, representada por seus diretores Francisco Alves e Sérgio de Oliveira, foi uma das instituições homenageadas.
Representando o governo federal, o diretor do MME, José Luiz Ubaldino, destacou a importância de se fortalecer a agenda de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) no setor mineral. “O futuro da mineração será definido não apenas pela disponibilidade de recursos, mas pela capacidade de dominar tecnologia, processamento, inteligência geológica e sustentabilidade”, afirmou ele.
Já o diretor-geral da ANM, Mauro de Souza, preferiu dedicar sua fala ao elogio das mulheres, comemorando a crescente presença feminina no universo da mineração, sobretudo através do trabalho desenvolvido pelo WIM (Women In Mining) Brasil.
O diretor da Escola de Minas da UFOP, José Alberto Naves Cocota, lembrou que os 30 anos da ADIMB coincidem com os 150 anos da escola que criou o primeiro curso de engenharia de minas do Brasil. “Temos muito o que avançar na pesquisa, inovação e sustentabilidade, para que de fato possamos ir rumo ao futuro por meio dos eixos temáticos propostos nesse simpósio”, ressaltou ele.
Em resumo, a 12ª edição do Simexmin e a comemoração dos 30 anos da ADIMB em Ouro Preto foram um momento importante para discutir o futuro do setor mineral brasileiro e destacar a importância dos minerais na transição energética. Com a presença de mais de 1.800 participantes, o evento foi um sucesso e reforçou a visão da ADIMB de que o futuro está na colaboração e na inovação.
