Prejuízos climáticos atingem municípios brasileiros
Um levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que os eventos climáticos extremos, como secas, estiagens e chuvas intensas, têm provocado prejuízos significativos a municípios brasileiros entre 2013 e 2025. Os dados indicam que os prejuízos alcançaram R$ 785,4 bilhões, afetando principalmente os setores de infraestrutura pública, agropecuária e habitação.
Segundo o estudo, a seca e a estiagem responderam pela maior parte das perdas, com R$ 458,3 bilhões em prejuízos ao longo dos últimos 13 anos. A região Nordeste concentrou 48% desse total, com R$ 270,6 bilhões em prejuízos. Em seguida aparecem as regiões Sul, com 27,6%, Sudeste, com 16,8%, Centro-Oeste, com 6,6%, e Norte, com 1%.
A análise também revela que os eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes e intensos no país nos últimos anos. Entre 2013 e 2025, seca e estiagem geraram cerca de 30 mil decretos de situação de emergência ou calamidade pública, enquanto os eventos relacionados ao excesso de chuvas somaram 22,8 mil registros.
Os demais desastres ligados a processos biológicos, climatológicos e tecnológicos somaram 21.867 registros, o equivalente a 29,3% do total. As chuvas intensas também estiveram associadas a episódios de inundação, alagamentos, enxurradas, tempestades e deslizamentos, com os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais sendo os mais afetados.
Mortes e deslocamentos em larga escala
Entre janeiro de 2013 e dezembro de 2025, os desastres registrados no Brasil causaram 3.221 mortes. O ano de 2022 teve o maior número de vítimas, com 607 óbitos — o equivalente a 18,8% do total. Além disso, os desastres também provocaram deslocamentos em larga escala, com cerca de 6,4 milhões de pessoas precisando deixar suas casas.
A Região Norte concentrou o maior número de pessoas desabrigadas, com 369.882 registros, o equivalente a 33,85% do total nacional. O Nordeste aparece em seguida, com 32,42%, seguido pelo Sul, com 22,62%, Sudeste, com 10,10%, e Centro-Oeste, com 1% dos registros.
Esses dados destacam a importância da gestão climática e da preparação para eventos extremos para evitar prejuízos e proteger a população. A CNM e os municípios brasileiros devem trabalhar juntos para mitigar os efeitos desses eventos e garantir a segurança e o bem-estar das comunidades afetadas.
