Maior Problema de Dinheiro Esquecido no Brasil
Os brasileiros têm um grande problema em mãos: mais de R$ 5,12 bilhões continuam esquecidos em instituições financeiras brasileiras. De acordo com os dados divulgados pelo Banco Central (BC), o Sistema de Valores a Receber (SVR) registrou um total de R$ 20,93 bilhões em valores esquecidos desde o início do programa. Dentre esses valores, R$ 15,81 bilhões foram devolvidos aos beneficiários.
Os números são alarmantes, e é importante lembrar que o maior problema é que a maior parte dos beneficiários tem direito a pequenas quantias. Atualmente, cerca de 18,5 milhões de pessoas têm até R$ 10 para receber, o equivalente a aproximadamente 70% dos beneficiários. Outros 4,96 milhões possuem valores entre R$ 10,01 e R$ 100. Cerca de 3 milhões de pessoas têm valores superiores a R$ 100.
Além disso, os dados mostram que o resgate de valores esquecidos tem sido constante. Em junho de 2026, os brasileiros resgataram cerca de R$ 340 milhões, o que é um valor abaixo dos R$ 427 milhões retirados em maio e dos R$ 483 milhões devolvidos em abril. No entanto, é importante notar que o resultado de junho pode ser comparado ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram sacados R$ 318,37 milhões.
O Sistema de Valores a Receber permite consultar dinheiro esquecido em bancos, consórcios, financeiras, corretoras e outras instituições. A consulta é gratuita e pode ser feita com CPF e data de nascimento ou CNPJ e data de abertura da empresa. Para solicitar o resgate, é necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro, com verificação em duas etapas.
O Banco Central alerta para golpes e reforça que o serviço é gratuito, não envia links para resgate e não solicita senhas ou dados pessoais por telefone ou mensagens.
É fundamental que os brasileiros sejam conscientes desse problema e procurem resgatar seus valores esquecidos. Além disso, é importante lembrar que o Sistema de Valores a Receber é uma ferramenta valiosa para ajudar a resolver esse problema e devolver o dinheiro aos seus legítimos proprietários.
Com informações da Agência Brasil.
