Um salto de tradição e inovação no nordeste do Pará
Em Abaetetuba, o artesão José Roberto do Carmo Ferreira, conhecido como Beto, transformou a produção de peças de miriti em um negócio profissional. Desde a infância, acompanhando seu pai, ele aprendeu a trabalhar a palmeira típica da Amazônia, criando brinquedos e objetos decorativos que hoje chegam a outros estados e ao exterior.
Para profissionalizar a atividade, Beto registrou seu empreendimento como Microempreendedor Individual (MEI) e buscou apoio financeiro no Banco da Amazônia. O crédito concedido foi decisivo para cobrir custos com matéria‑prima, tintas e mão de obra, permitindo ao artesão planejar melhor a produção e a comercialização.
O capital de giro obtido possibilita a compra de insumos de forma contínua, reduzindo a pressão sobre a produção diária e oferecendo maior previsibilidade ao negócio.
Crédito para manter e ampliar os negócios
Rennan Couto, de 34 anos, dirige a barbearia infantil Rennan Barber Kids em Belém. Identificando a falta de espaços acolhedores para crianças atípicas, ele ampliou o local após participar do programa BASA Acredita do Banco da Amazônia.
Com o financiamento, Rennan transformou um espaço pequeno em um ambiente mais adequado, com brinquedos educativos e melhorias que beneficiam tanto as crianças quanto suas famílias.
Para ele, o crédito não apenas aumentou a capacidade do negócio, mas também elevou a qualidade do atendimento oferecido às comunidades atendidas.
BASA Acredita MEI
O Banco da Amazônia oferece a linha de microcrédito BASA Acredita MEI, destinada a microempreendedores individuais que desejam investir, manter ou ampliar suas atividades em setores como comércio, serviços e produção, incluindo mercearias, salões de beleza, oficinas, padarias, confecções e artesanato.
Para participar, o empreendedor deve estar registrado como MEI, optante pelo Simples Nacional, possuir apenas um estabelecimento e não atuar como titular, sócio ou administrador de outra empresa.
O gerente executivo de micro e pequenos negócios, Daniel Moura, destacou que o lançamento do BASA Acredita marca “uma nova era no atendimento ao microempreendedor na nossa região”. Ele ressaltou que, ao completar 80 anos, o Banco da Amazônia projeta o futuro, colocando o crédito produtivo nas mãos de quem realmente faz a diferença, desde artistas regionais até agricultores familiares.
Negócios que vão além da renda
Em Abaetetuba, o trabalho de Beto mantém viva uma tradição familiar, levando a cultura do miriti a novos mercados. Em Belém, Rennan transformou seu negócio em um espaço inclusivo, atendendo crianças atípicas e suas famílias.
Essas histórias ilustram como o acesso a recursos de capital de giro permite que pequenos empreendedores organizem a produção, ampliem a estrutura e melhorem os serviços oferecidos, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social das comunidades locais.
O crédito, portanto, não é apenas um instrumento financeiro; é um catalisador de crescimento, inovação e inclusão, possibilitando que empreendedores como Beto e Rennan continuem a prosperar e a enriquecer suas regiões.
