Assinatura do acordo de cooperação
Brasil e México assinaram, nesta semana, um plano de ação para ampliar a cooperação no setor de turismo. O documento, firmado na Cidade do México durante o 4º Congresso Mundial de Turismo Esportivo, prevê troca de dados estatísticos, experiências em gestão e estratégias de mercado, além da divulgação de destinos turísticos dos dois países.
Entre as medidas previstas estão a qualificação de prestadores de serviços turísticos e o intercâmbio de estudantes e professores de cursos de turismo. Profissionais de órgãos oficiais também poderão participar de atividades de troca de boas práticas. Os órgãos deverão divulgar cursos, seminários e conferências promovidos pelos dois países, permitindo a participação de servidores brasileiros e mexicanos em capacitações sobre o setor.
A assinatura foi realizada pela secretária‑executiva do Ministério do Turismo (MTur), Fernanda Câmara Norat, e pela secretária de Turismo do México, Josefina Rodríguez Zamora. Norat destacou que a cooperação busca ampliar o fluxo de turistas entre os dois países e fortalecer o intercâmbio estratégico.
“Vamos trocar experiências, dados, informações, com o objetivo de aumentar o fluxo de turistas entre o Brasil e o México. Por meio dessa assinatura e dessa cooperação esperamos divulgar os destinos no Brasil e no México. Esperamos que nos próximos anos isso tudo se reflita em aumento de chegadas de mexicanos ao nosso país”, disse Norat.
Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil
O 4º Congresso Mundial de Turismo Esportivo também promoveu a divulgação da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, que acontecerá de 24 de junho a 25 de julho. Segundo Norat, o evento deve movimentar cerca de R$ 9 bilhões na economia brasileira e representar uma oportunidade de ampliar a divulgação dos destinos nacionais.
Norat defendeu que a realização de eventos esportivos deve ir além dos dias de competição, gerando benefícios permanentes que englobam destinos, comunidades e infraestrutura. “Será mais uma oportunidade para a gente divulgar nossos destinos, nossa história, nossa rica cultura para o mundo todo. Os mega‑eventos esportivos são uma oportunidade única de a gente mostrar o que tem de melhor e deixar um legado duradouro para os destinos, a infraestrutura e na melhoria da experiência dos visitantes para o país”, afirmou.
Ela também ressaltou as experiências do Brasil como sede de mundiais, citando a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, que estimularam investimentos em aeroportos, mobilidade e hotelaria.
Agenda no México
Fernanda Norat esteve no México para participar da quarta edição do congresso, organizado pela ONU Turismo. O evento, que ocorreu de 7 a 9 de setembro, reuniu representantes de vários países para discutir iniciativas e estratégias relacionadas ao turismo esportivo.
Na quinta-feira (10), Norat realizou uma visita técnica ao aeroporto internacional de Cancún e participou de uma reunião com representantes do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), responsável pela administração do terminal. O MTur destacou que o ASUR administra 20 operações aeroportuárias na América Latina, incluindo 17 no Brasil.
Na sexta-feira (11), a secretária‑executiva se reuniu com a governadora de Quintana Roo, Mara Espinosa, para discutir possíveis colaborações entre os estados.
Parceria entre estados mexicanos e brasileiros
Durante a agenda no México, o Ministério do Turismo sugeriu que estados dos dois países firmassem acordos para divulgar atrativos mútuos. A proposta, apresentada por Norat a Roberto Monroy García, presidente da Mesa Diretora da União de Secretárias e Secretários de Turismo do México (ASETUR), prevê campanhas publicitárias conjuntas, participação em feiras e outras iniciativas.
García demonstrou interesse na ideia e afirmou que a pasta pode fazer a ponte entre os estados. Norat acrescentou que os acordos podem estimular a solicitação de companhias aéreas para aumentar a frequência de voos entre os parceiros estaduais.
Em síntese, o plano de cooperação entre Brasil e México representa um marco na integração regional do turismo, combinando iniciativas de capacitação, intercâmbio cultural e investimento em infraestrutura. A expectativa é que, ao fortalecer as relações entre os dois países, o fluxo de visitantes aumente, beneficiando economias locais e promovendo o patrimônio cultural de ambos os lados da fronteira.
