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Brasil avança na produção de ímãs de terras raras em Minas Gerais

Last updated: 2026/09/12 at 12:42 AM
Divergente Importador Published 12 de setembro de 2026
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Brasil avança na produção de ímãs de terras raras em Minas Gerais
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Minas Gerais consolida-se como polo de inovação em terras raras

O Estado de Minas Gerais tem se destacado como núcleo central da estratégia brasileira de transformar recursos minerais em produtos de alto valor agregado. Projetos de mineração, processamento químico e, mais recentemente, a produção de ímãs permanentes de terras raras, demonstram o empenho do país em reduzir a dependência de importações e ampliar sua presença nos mercados de tecnologia de baixo carbono.

Índice
Minas Gerais consolida-se como polo de inovação em terras rarasPrimeiro lote nacional chega ao CIT SENAI ITRDesafios da cadeia de produçãoPerspectivas e impacto econômicoConclusão

Primeiro lote nacional chega ao CIT SENAI ITR

No início deste ano, o Centro de Inovação e Tecnologia para Ímãs de Terras Raras (CIT SENAI ITR), localizado em Lagoa Santa, recebeu o primeiro lote de carbonato de terras raras extraído no Brasil. O carregamento, composto por 20 quilos de material fornecido pela Meteoric, marcou um passo decisivo na tentativa de integrar mineração, processamento químico, metalurgia e fabricação de componentes avançados no território nacional.

Até então, o instituto dependia majoritariamente de matérias-primas importadas. A chegada do lote nacional abre caminho para que pesquisadores e parceiros do projeto MagBras validem rotas tecnológicas usando recursos brasileiros, aproximando o país do objetivo de estabelecer uma cadeia produtiva integrada.

“Essa entrega representa um passo concreto dentro do projeto MagBras, que visa desenvolver no Brasil a cadeia completa de ímãs permanentes de NdFeB, da matéria-prima mineral até o ímã final”, afirmou André Pimenta, coordenador do CIT SENAI ITR.

Desafios da cadeia de produção

Embora o Brasil possua reservas expressivas e competências em mineração, separação de terras raras, metalurgia e desenvolvimento de materiais magnéticos, ainda falta uma cadeia industrial plenamente integrada e competitiva que transforme o minério em ímãs acabados em escala comercial.

Pimenta destaca que o verdadeiro desafio vai além de dominar cada etapa isoladamente. “Mais do que dominar cada etapa isoladamente, o desafio brasileiro é conectar essas etapas com qualidade, produtividade, escala, rastreabilidade e custo competitivo”, explica.

A fabricação de ímãs permanentes de NdFeB envolve uma sequência complexa de processos: separação e purificação do carbonato, conversão em óxidos, transformação em ligas metálicas, moagem fina, alinhamento magnético, compactação, sinterização, tratamentos térmicos, usinagem, revestimentos protetores e magnetização. Pequenas variações químicas ou impurezas podem comprometer significativamente o desempenho magnético do produto final.

Perspectivas e impacto econômico

A iniciativa de Minas Gerais reflete uma tendência global de diversificação da cadeia de suprimentos de terras raras, impulsionada pela demanda crescente em veículos elétricos, turbinas eólicas e dispositivos eletrônicos. Ao internalizar a produção de ímãs, o Brasil pode reduzir custos, criar empregos de alta qualificação e fortalecer sua posição em mercados de tecnologia limpa.

Além disso, a colaboração entre centros de pesquisa, indústria e governo pode estimular a inovação, atrair investimentos e gerar sinergias com outros setores, como a indústria automotiva e de energia renovável.

Conclusão

O recebimento do primeiro lote de carbonato de terras raras produzido no Brasil pelo CIT SENAI ITR representa mais que uma simples entrega de matéria-prima. É o sinal de que o país está avançando na construção de uma cadeia de valor completa, desde a extração até a fabricação de ímãs de alta performance. Embora desafios técnicos e de integração permaneçam, a trajetória de Minas Gerais demonstra que o Brasil pode se tornar um player relevante na economia de baixo carbono, contribuindo para a transição energética global.

Divergente Importador 12 de setembro de 2026
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