Na terça-feira (29), o mercado de carne no Brasil registrou aumentos notáveis: o boi gordo subiu 0,32% para R$ 359,95 a arroba em São Paulo, enquanto o frango congelado e o resfriado mantiveram valores estáveis em R$ 8,31 e R$ 8,28 o quilo, respectivamente. A carcaça suína especial, por sua vez, apresentou um salto de 2,79%, atingindo R$ 8,47 o quilo nas grandes cidades paulistas.
O índice do boi gordo, calculado pelo Cepea/ESALQ, mostra uma variação diária de 0,32% e um crescimento mensal de 4,52%. O preço em dólares ficou em US$ 68,97, refletindo a valorização do real frente ao mercado internacional. A tendência de alta sugere que os produtores estão se beneficiando de condições climáticas favoráveis e de um mercado exportador robusto, especialmente para a Europa e a China.
Em relação ao frango, o mercado manteve preços estáveis. O frango congelado permaneceu em R$ 8,31 o quilo, sem variação diária, mas com um aumento de 13,52% em relação ao mês anterior. O frango resfriado, ligeiramente mais barato, ficou em R$ 8,28 o quilo, com variação mensal de 13,58%. A diferença entre congelado e resfriado está ligada às práticas de processamento: o primeiro é submetido a congelamento rápido abaixo de –12 °C, garantindo maior durabilidade e capacidade de transporte, enquanto o segundo é mantido entre 0 °C e 4 °C, preservando textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para restaurantes e consumidores exigentes.
A carcaça suína especial registrou um aumento diário de 2,79% e mensal de 15,87%, atingindo R$ 8,47 o quilo. Esse salto indica pressão de oferta e demanda no setor suíno, com os atacadistas paulistas ajustando preços para equilibrar estoque. No cenário estadual, o suíno vivo apresenta variações distintas: Santa Catarina lidera com o menor preço, R$ 5,09 o quilo, enquanto Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo exibem valores entre R$ 5,18 e R$ 5,82, todos com variações diárias positivas e crescimento mensal acima de 11%.
Esses movimentos de preço têm impacto direto nos custos de produção e no poder de compra dos consumidores finais. Produtores de carne bovina podem aproveitar a valorização para aumentar a produtividade, enquanto os varejistas precisam ajustar suas margens diante da maior oferta de frango congelado e resfriado. Para o setor suíno, a alta de preço pode incentivar a entrada de novos produtores ou a intensificação das operações existentes.
O boi gordo, definido como o animal macho pronto para abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (cerca de 240 kg) e idade máxima de 42 meses, continua sendo um produto chave para exportação, atendendo padrões internacionais. A estabilidade dos preços de frango e a valorização da carcaça suína refletem a dinâmica de mercado, influenciada por fatores climáticos, demanda interna e condições de exportação.
Em síntese, a terça-feira (29) trouxe um panorama de preços em ascensão para a carne bovina, estabilidade para o frango e aumento para a carcaça suína, sinalizando um mercado em evolução e apresentando desafios e oportunidades para produtores, distribuidores e consumidores. Os dados provêm do Cepea, que continua sendo referência para acompanhamento das tendências do setor agropecuário no Brasil.
