Em meio às tradicionais feiras agropecuárias do Norte e Nordeste, o Banco da Amazônia ampliou sua atuação, oferecendo financiamentos de até R$ 274 mil para aquisição de veículos comerciais e linhas de microcrédito de cerca de R$ 20 mil para pequenos empreendedores. A iniciativa se desenrolou na 66ª Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema) em São Luís e na 38ª Exposição Agropecuária de Marabá (Expoama), consolidando a presença do banco como facilitador de crédito no setor.
Expoema: foco no agronegócio e no microcrédito
Na Expoema, que ocorreu entre os dias 6 e 13 de setembro, o atendimento foi direcionado a produtores rurais, agricultores familiares e microempreendedores. Um dos momentos de maior concentração de clientes foi o “Dia D”, em 10 de setembro, quando aqueles que já haviam sido pré-aprovados compareceram para formalizar os contratos. Segundo André Vargas, superintendente de Rede, Varejo e Microcrédito, o objetivo era esclarecer dúvidas e apresentar soluções financeiras.
Jorgeanor Reis, gerente-geral do banco em São Luís, destacou que a feira fortaleceu a conexão entre a instituição e os produtores, permitindo que o banco compreenda melhor as necessidades do setor. “A participação em eventos como esse nos aproxima da realidade do agronegócio e nos ajuda a oferecer linhas mais adequadas à capacidade de geração de renda dos produtores”, afirmou.
Plano Safra 2026/2027: R$ 13 bilhões em crédito rural
Para o próximo ciclo agrícola, o Banco da Amazônia planeja disponibilizar R$ 13 bilhões em crédito rural, com R$ 6,2 bilhões destinados ao custeio e comercialização e R$ 6,8 bilhões para investimentos em máquinas, equipamentos e melhorias estruturais. Parte desse montante é financiada pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO).
Desse total, R$ 3 bilhões serão destinados à agricultura familiar por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf); R$ 5,1 bilhões serão direcionados a pequenos e médios produtores; e R$ 4,9 bilhões atenderão à agricultura empresarial. Em 2026, os financiamentos para a agricultura familiar no Maranhão cresceram mais de 50% em relação ao ano anterior, beneficiando mais de 2 mil famílias na região de São Luís.
Microcrédito: impulsionando pequenos negócios
O microcrédito produtivo orientado foi um dos pilares da operação na Expoema, permitindo que trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores, mesmo sem formalização, tivessem acesso a linhas de crédito. Um exemplo é Josielson Teixeira Silva, dono de um depósito de água, que, em parceria com um grupo solidário, já mantém operações de crédito renováveis com o banco há três anos.
“Sempre que precisamos, renovamos o crédito, mantendo nosso compromisso em dia. Isso nos permite não apenas manter, mas ampliar nossa capacidade de investimento”, afirmou Josielson.
Expoama: foco em empresas e microempreendedores
Na Expoama, realizada de 15 a 20 de setembro em Marabá, foram formalizados 28 contratos, com valores médios de R$ 20 mil para pessoas jurídicas e microempreendedores individuais. Entre as operações, destaca-se um crédito de R$ 274 mil para a compra de um veículo comercial, destinado a fortalecer a estrutura operacional de uma empresa local.
Cleomir Petri, empresário de Itupiranga, buscou capital de giro para seus empreendimentos, enquanto Francisco Freitas, da Agro Carajás, ressaltou a parceria de 15 anos com o banco, que acompanhou a expansão da sua empresa para sete unidades.
Josélia Cardoso, gerente-geral do banco, enfatizou que as linhas de crédito atendem a micro e pequenas empresas, pequenos produtores rurais e agricultores familiares, oferecendo orientações personalizadas durante o evento.
Conclusão
A presença estratégica do Banco da Amazônia nas feiras agropecuárias demonstra um compromisso sólido com o desenvolvimento econômico regional. Ao combinar linhas de crédito de grande porte com microcrédito flexível, o banco não apenas facilita a aquisição de ativos essenciais para a produção, mas também fomenta a inclusão financeira de pequenos empreendedores. Esse modelo de atuação reforça a importância de instituições financeiras estarem próximas dos produtores, entendendo suas realidades e oferecendo soluções que realmente impulsionam o crescimento sustentável do agronegócio brasileiro.
