Decisão do TSE
Na quinta-feira (8), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou os votos que Anthony Garotinho (Republicanos) recebeu na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. A medida obriga o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE‑RJ) a refazer a contagem, podendo alterar o resultado do primeiro turno. Se os 270 mil votos de Garotinho forem retirados, Douglas Ruas (PL) pode ultrapassar 50% dos votos válidos e ser declarado eleito de imediato.
Garotinho, que havia sido declarado inelegível pelo TRE‑RJ em razão de condenação por improbidade administrativa, havia apresentado recurso para permanecer na disputa. O relator do caso no TSE, ministro Floriano de Azevedo Marques, rejeitou a desistência e também os argumentos da defesa. Apesar disso, quatro ministros apoiaram a decisão de anular os votos, enquanto dois defendiam que eles fossem mantidos para o cálculo do segundo turno.
Retotalização pode mudar resultado
A retotalização, marcada para sábado (10), pode redistribuir a porcentagem dos votos entre os candidatos. Se Douglas Ruas superar a marca dos 50% dos votos válidos, ele seria eleito já no primeiro turno, eliminando a necessidade de uma segunda votação.
Para a coligação de Eduardo Paes (PSD), a decisão trouxe incerteza, levando-os a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a medida do TSE. A disputa entre os tribunais evidencia a complexidade dos processos eleitorais e a importância de cada voto.
Prazo apertado para o TSE
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, destacou na abertura da sessão que o dia 8 é o limite final para resolver pendências e definir os candidatos que disputarão eventuais segundos turnos em todo o país. Ele alertou que decisões posteriores poderiam comprometer a preparação das urnas, incluindo o carregamento de dados e a distribuição de equipamentos.
O caso de Garotinho demonstra como questões judiciais podem ter repercussões imediatas na política estadual, influenciando não apenas os resultados eleitorais, mas também o cronograma de organização das eleições. A retotalização será decisiva para definir quem assumirá o governo do Rio de Janeiro e para garantir a lisura do processo democrático.
