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Mundo

El Niño 2026/2027 ameaça secas e calor no Centro‑Oeste (2026/2027)

Last updated: 2026/10/14 at 4:43 AM
Divergente Importador Published 14 de outubro de 2026
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El Niño 2026/2027 ameaça secas e calor no Centro‑Oeste (2026/2027)
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Introdução

O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, já sinaliza impactos significativos no Brasil para o período 2026/2027. A Embrapa, por meio de uma das cinco notas técnicas lançadas para a região Centro‑Oeste, alerta que as estratégias de manejo devem ser adaptadas para enfrentar a seca, o atraso nas chuvas e as ondas de calor que se perfilam.

Índice
IntroduçãoPeríodo críticoImpactos nas culturasOrientações específicas por cultura na região Centro‑OesteRecursos governamentais

Período crítico

Segundo a nota técnica, a região central pode atravessar períodos críticos entre setembro e novembro e novamente de novembro de 2026 a janeiro de 2027, sendo o segundo intervalo o mais seco. O atraso das primeiras chuvas pode comprometer a semeadura da safra de verão, colocando em risco a produtividade de culturas-chave.

Detalhes dos períodos críticos:

  • Setembro a novembro: atraso na regularização das chuvas, mantendo o balanço hídrico do solo negativo;
  • Novembro a janeiro: pico de severidade da seca, com probabilidades superiores a 70% de chuvas abaixo da média em Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Impactos nas culturas

Em Mato Grosso e Goiás, o principal risco é o atraso do plantio, déficit hídrico e prejuízos em culturas sucessoras da soja, como milho e algodão safrinha. No Distrito Federal, as orientações gerais devem ser combinadas com as específicas das culturas locais. Mato Grosso do Sul, por sua vez, tende a registrar chuvas acima da média na primavera, embora a possibilidade de veranicos durante a safra não seja descartada.

Para mitigar os efeitos, a Embrapa recomenda que os agropecuaristas:

  • Agendem a semeadura de acordo com a disponibilidade de umidade;
  • Mantêm o solo coberto e, quando seguro, utilizam irrigação;
  • Monitoram previsões climáticas continuamente.

Orientações específicas por cultura na região Centro‑Oeste

Soja e milho

  • Escalonar a semeadura e usar cultivares tolerantes ao estresse hídrico;
  • Reavaliar viabilidade do milho 2ª safra;
  • Plantio de espécies de rápido crescimento (Crotalaria juncea ou milheto) nas primeiras chuvas;
  • Planejar manejo de doenças foliares, principalmente no sul de MS.

Algodão

  • Utilizar cultivares de ciclo mais longo no início da janela;
  • Priorizar áreas descompactadas e férteis;
  • Gerenciar rigorosamente o crescimento vegetativo com reguladores durante a seca.

Arroz de terras altas

  • Evitar semeaduras tardias (após janeiro/fevereiro);
  • Mitigar picos térmicos para evitar esterilidade de espiguetas em temperaturas acima de 35 °C.

Feijão

  • Controlar estresse térmico para prevenir abortamento de flores;
  • Aplicar inoculantes/bioinsumos apenas em solos úmidos.

Cana‑de‑açúcar

  • Variedade múltipla;
  • Usar irrigação de salvamento na rebrota/plantio;
  • Mantener palha sobre o solo e limpar a rede de aceiros para prevenir incêndios.

Para pastagens e pecuária, recomenda-se ajustar a lotação à capacidade de suporte, manter reservas de forragem e garantir água e sombra. No Pantanal, a monitorização conjunta de chuvas, níveis de rios e condições hidrológicas, além da prevenção contra incêndios, é crucial.

Recursos governamentais

O Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), lançou uma página online dedicada ao El Niño, contendo dados e orientações para produtores. A iniciativa visa apoiar a prevenção, preparação e redução de riscos climáticos no campo, permitindo que agricultores tomem decisões informadas antes do plantio ou da contratação de crédito rural.

A página especial El Niño Agro pode ser acessada em www.gov.br/agricultura.

Divergente Importador 14 de outubro de 2026
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