Na Cidade Zigurats, em Corguinho (MS), o Ecossistema Dakila revelou, no domingo (11), o Multigerador de Energia Quântica, fruto de uma parceria com a S&S Tecnologia. O lançamento atraiu mais de mil participantes de diversos estados e países, enquanto Urandir Fernandes de Oliveira, fundador e presidente do ecossistema, conduzia a demonstração ao lado de Helton Marques, coordenador do projeto, e do engenheiro eletricista Severiano Castelo.
O dispositivo, segundo os desenvolvedores, emprega capacitores para iniciar um motor elétrico que, por sua vez, aciona um gerador que converte energia mecânica em eletricidade. O diferencial anunciado é a retroalimentação, na qual parte da energia gerada é reinjetada no sistema, criando o que a equipe chama de “energia que gera mais energia” e descreve como geração exponencial. Além disso, o aparelho integra uma fonte de “energia solar artificial” e frequências programáveis, permitindo ajustes conforme a aplicação.
Em entrevista exclusiva ao portal Brasil 61, Helton Marques explicou que o Multigerador foi concebido para produzir energia elétrica limpa, contínua e autônoma, sem depender das redes de distribuição nem de fontes fósseis. “O sistema captura e converte campos energéticos ambientais em um circuito de retroalimentação inteligente, estabilizando a saída e mantendo a operação contínua com alta eficiência e sem perdas significativas,” afirmou.
A principal inovação, de acordo com Marques, reside nas chamadas placas solares virtuais. “Enquanto os sistemas fotovoltaicos tradicionais dependem de inversores ligados a painéis solares físicos, o Multigerador simula a presença dessas placas dentro do próprio sistema, eliminando a necessidade de painéis, espaço no telhado e incidência de luz solar,” destacou.
Marques também citou que projetos semelhantes falharam no passado por modelos simplistas ou falta de controle dinâmico de carga. “Nosso Multigerador se diferencia pela retroalimentação inteligente e pela progressão geométrica de energia, oferecendo eficiência incomparável,” concluiu.
Benefícios
O protótipo de grande porte exibido no evento teria capacidade para abastecer até 15 residências, segundo as condições de uso. A equipe planeja versões compactas, do tamanho aproximado de um frigobar, para uso residencial. Urandir Fernandes de Oliveira mencionou possibilidades como um carregador portátil de celular sem necessidade de recarga e a adaptação da tecnologia para carros voadores, potencializando a autonomia de voo de 40 a 60 minutos.
Marques enxerga o potencial de revolucionar o setor elétrico, eliminando a dependência de concessionárias, reduzindo custos operacionais e oferecendo uma solução sustentável de impacto ambiental zero. “O alcance pode ser global, beneficiando milhões de pessoas em residências urbanas e isoladas, hospitais, escolas, operações militares e indústrias em áreas sem infraestrutura de rede,” afirmou.
Comercialização
O projeto, segundo Marques, avançou para consolidação tecnológica e jurídica, com a meta de iniciar vendas em 2027. Recentemente, em Brasília, foi assinado o memorial descritivo legal e o documento de co-invenção. A iniciativa deixou a fase de validação conceitual e prototipagem, passando para expansão de mercado, testes de campo e preparação para produção em larga escala. A tabela de preços e o cronograma comercial ainda estão em definição, mas o objetivo é democratizar o acesso ao equipamento em escala.
O coordenador ressaltou que o equipamento se fundamenta em princípios de física avançada e engenharia, fruto da colaboração entre o inventor, o engenheiro eletricista Francisco Severino dos Santos e Urandir Fernandes de Oliveira. A equipe conta com documentação jurídica e respaldo de instituições de pesquisa, como a Dakila Pesquisas, e almeja reconhecimento científico internacional. “Queremos comprovar nossos princípios e resultados e, quem sabe, contribuir no futuro para um Prêmio Nobel para o Brasil,” concluiu.
