Polêmica no cenário capixaba: Pazolini lidera em votos válidos
Em levantamento realizado entre 15 e 19 de outubro de 2026, a pesquisa Real Time Big Data revelou que o candidato Lorenzo Pazolini, do partido Republicanos, detém 52% dos votos válidos na disputa pelo governo do Espírito Santo, frente a 48% de Ricardo Ferraço, do MDB. A diferença de quatro pontos percentuais coloca Pazolini à frente, mas a margem de erro de dois pontos garante que o resultado ainda esteja dentro do limite de empate técnico.
Metodologia e confiabilidade do levantamento
A pesquisa contou com 1.600 entrevistados, respeitando margem de erro de ±2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os dados foram registrados na Justiça Eleitoral sob o número ES-06599/2026 e divulgados em 20 de outubro. O segundo turno das eleições está agendado para 25 de outubro.
Divisões por gênero, faixa etária e renda
Em termos de gênero, Pazolini lidera entre homens (50% a 41% de Ferraço), enquanto Ferraço vence entre mulheres (45% a 42% de Pazolini). A análise por faixa etária mostra que os jovens (16 a 34 anos) favorecem Pazolini com 51% frente a 39% de Ferraço, refletindo uma vantagem de 12 pontos. Na faixa de 35 a 59 anos, a disputa é mais equilibrada (46% a 43%). Já entre os idosos (60+), Ferraço domina com 48% contra 39% de Pazolini.
Quanto à renda, os eleitores que recebem até dois salários mínimos favorecem Ferraço (50% a 42% de Pazolini). Entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos, Pazolini lidera com 52% contra 38% de Ferraço, a maior diferença observada. Nos grupos com renda superior a cinco salários mínimos, Pazolini também tem vantagem (46% a 39%).
Rejeição e comprometimento dos eleitores
Apesar da liderança, Pazolini apresenta índice de rejeição de 25%, ligeiramente superior ao de Ferraço (22%). Três pontos percentuais de diferença permanecem dentro da margem de erro. A pesquisa também aponta que 89% dos eleitores já decidiram quem votarão no segundo turno, enquanto 11% ainda podem mudar de opinião. Entre os apoiadores de Pazolini, 80% afirmam que não mudariam de candidato, e 6% admitem a possibilidade de votar em Ferraço; entre os de Ferraço, 77% são firmes e 7% consideram mudar para Pazolini.
Conclusão: o equilíbrio precário e o impacto da polarização
O levantamento evidencia um cenário de equilíbrio delicado, em que pequenas variações nas intenções de voto podem alterar o resultado final. A divisão por gênero, idade e renda sugere que a campanha de cada candidato precisará focar em grupos específicos para consolidar sua base. O fato de Pazolini liderar em votos válidos, mas ter rejeição maior, aponta para um eleitorado que, embora inclinado a votá-lo, mantém dúvidas que podem ser exploradas no debate final. Com o segundo turno se aproximando, o debate sobre propostas e a capacidade de mobilizar os eleitores indecisos serão cruciais para decidir quem comandará o estado no próximo mandato.
