TITULO: São Paulo registra quatro novos casos de hantavirose e uma morte (segunda-feira (26))
São Paulo registra quatro novos casos de hantavirose e uma morte
Na manhã desta segunda-feira (26), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES‑SP) alertou sobre a confirmação de quatro novos casos de hantavirose e a ocorrência de uma morte associada à doença, elevando o total de fatalidades no estado para 102 desde o início do registro em 2007.
Até setembro de 2026, São Paulo já contabiliza 199 casos de hantavirose, com 101 óbitos, resultando em uma taxa de letalidade de cerca de 51 %. Esse índice coloca a doença entre as mais mortais no cenário epidemiológico brasileiro.
A hantavirose é provocada por vírus que circulam em roedores silvestres. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas de urina, fezes e saliva desses animais, sendo que os primeiros sinais clínicos costumam incluir febre, dores corporais, cefaleia, náuseas e vômitos.
O alerta da SES‑SP enfatiza que a doença pode evoluir rapidamente para quadros respiratórios graves, exigindo identificação precoce de suspeitos e investigação epidemiológica imediata. Em nota publicada, a secretaria reforçou a necessidade de vigilância e diagnóstico rápido, já que a hantavirose costuma se manifestar como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) no Brasil.
Prevenção
Para evitar a infecção, recomenda‑se manter ambientes limpos e ventilados, armazenar alimentos em recipientes fechados e evitar contato com roedores e suas secreções. Locais potencialmente contaminados devem ser ventilados e higienizados antes da entrada e limpeza.
Se surgirem sintomas após exposição a áreas onde roedores silvestres estejam presentes, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente e informar sobre o possível contato.
Os primeiros sinais costumam aparecer entre 1 e 5 semanas após a infecção, com intervalo de 3 a 60 dias.
Diagnóstico
O diagnóstico precoce é essencial, pois não há tratamento antiviral específico para a hantavirose.
Os exames laboratoriais de referência são realizados em laboratórios públicos e incluem sorologia, com kits disponibilizados pelo Ministério da Saúde.
Com a alta taxa de mortalidade e a rápida evolução clínica, a SES‑SP destaca que a conscientização da população
