Introdução
Noah Diamantino, piloto paraense de apenas 10 anos, conquistou o primeiro lugar na bateria classificatória da ROK Cup Superfinal 2026, realizada em 15 de outubro no circuito South Garda Karting, em Lonato, Itália. Com um ano e meio de experiência competitiva, o jovem já acumula títulos e pódios no Brasil e participa de provas na Europa e nos Estados Unidos, tudo isso sob o patrocínio do Banco da Amazônia.
Desenvolvimento
Noah disputou a categoria Mini ROK Under 10, enfrentando pilotos de diversos países. Ele descreveu a emoção de descobrir que havia vencido: “Eu estava correndo com pilotos muito fortes, de vários países… Quando vi que tinha chegado em primeiro, pensei: ‘Caramba, deu certo!’”.
Natural de Marabá (PA), o apoio financeiro do Banco da Amazônia tem sido fundamental para viabilizar treinamentos e competições internacionais. O patrocínio não só sustenta a carreira do garoto, mas também traz o nome do Pará e da Amazônia para pistas ao redor do mundo. “É massa demais! O Banco da Amazônia é da minha região… Levar o nome do Pará e da Amazônia para as pistas”, afirma Noah.
O pai, Winston Diamantino, explicou que a parceria surgiu ao observar projetos esportivos patrocinados por grandes empresas. Ele destacou que o investimento no jovem atleta combina com a fase de modernização do banco, que exige tecnologia, preparação e performance — valores alinhados ao kart.
Além dos custos de inscrições, treinamentos, passagens e hospedagem, Winston menciona a dificuldade de lidar com a moeda euro em competições no exterior. A vitória em Itália faz parte de uma trajetória que já inclui conquistas em 2025, como campeonato de Rookie e vice‑campeonato geral do Campeonato Paulista na categoria Mirim, além de títulos no São Paulo Light e na Copa Brasil.
No ano seguinte, Noah adaptou-se a pistas internacionais, competindo na Itália (WSK, IAME) e nos Estados Unidos (SKUSA, Houston). No Brasil, manteve vitórias no São Paulo Light, na Copa Brasil em Imperatriz e em etapas em Birigui.
A rotina de treinos no Kartódromo do Guará (DF) vai de terça a sábado, com sessões de 40 minutos acompanhadas por treinadores. O piloto destaca diferenças entre pistas europeias, que têm mais grip, e americanas, mais mistas, e a necessidade de se adaptar a cada circuito.
Para controlar a ansiedade, Noah recorre à oração, “Às vezes eu rezo vários Pai‑Nossos para me concentrar”. Winston relata a dedicação do filho, que em janeiro, em Cremona, Itália, completou 300 voltas em dois dias, enfrentando temperaturas de 5°C.
Apesar da agenda intensa, a família prioriza a escola. A mãe acompanha de perto o desempenho escolar de Noah, que mantém notas altas. Winston enfatiza que “escola, esporte, igreja e infância precisam caminhar juntos”.
Conclusão
Com planos de participar da WSK Final Cup em novembro de 2026 e de ampliar a presença em competições europeias em 2027 e 2028, Noah mantém o sonho de se tornar campeão de Fórmula 1. “Meu maior sonho é ser campeão de Fórmula 1. Não quero só chegar lá: quero ser campeão mesmo!”, declara o jovem. A trajetória de Noah demonstra que, com apoio institucional, dedicação e talento, crianças brasileiras podem brilhar nas pistas globais, trazendo orgulho não apenas ao seu estado, mas ao país inteiro.
