Desafios para a universalização do saneamento
A universalização dos serviços de água e esgoto ainda é um sonho distante para a maior parte dos municípios brasileiros. Apesar de apenas uma década para alcançar as metas estabelecidas pelo marco legal do saneamento, o cenário é preocupante. De acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), apenas 94 das 2.558 cidades avaliadas apresentam indicadores compatíveis com o objetivo de universalizar o saneamento até 2033.
O estudo analisou cinco aspectos relacionados ao saneamento e à gestão de resíduos: cobertura de abastecimento de água, atendimento por rede coletora de esgoto, volume de esgoto tratado em relação à água consumida, coleta de lixo domiciliar e destinação final adequada dos resíduos sólidos urbanos. Com base nesses critérios, somente 3,67% dos municípios pesquisados alcançaram a classificação mais elevada do ranking, denominada “rumo à universalização”.
Capitais e cidades mais bem colocadas
Entre as capitais, Curitiba lidera o levantamento e é a única a atingir pontuação suficiente para integrar a categoria máxima. No grupo dos municípios de grande porte, os melhores desempenhos foram registrados em Leme (SP), Balneário Camboriú (SC) e Santa Bárbara d’Oeste (SP). Já em parte da região Norte, Belém (PA), Macapá (AP), Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO) aparecem entre as capitais com pior desempenho no ranking.
É importante destacar que o cumprimento das metas estabelecidas pelo marco legal do saneamento exige uma visão mais ampla dos desafios do setor. O presidente nacional da Abes, Marcel Sanches, afirma que “a universalização não será alcançada se o país olhar apenas para uma parte do problema”. É necessário investir em infraestrutura, treinar profissionais e mudar a mentalidade para garantir que todos tenham acesso a serviços de água e esgoto de qualidade.
Um desafio para a sociedade brasileira
A universalização do saneamento é um desafio para a sociedade brasileira, que precisa trabalhar juntos para garantir que todos tenham acesso a serviços essenciais. É necessário investir em infraestrutura, treinar profissionais e mudar a mentalidade para garantir que todos tenham acesso a água potável e esgoto tratado. A Abes e outras organizações estão trabalhando para apoiar os municípios e estados em sua busca por universalizar o saneamento. É hora de agir e garantir que todos tenham acesso a serviços de água e esgoto de qualidade.
