CNI propõe agenda para universalizar serviços de saneamento até 2033
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu a criação de uma nova agenda para ampliar os investimentos em saneamento básico e acelerar o avanço do país em direção às metas de universalização previstas para 2033. A proposta foi apresentada durante o Encontro Nacional das Águas e o Saneamento Brasil Summit, promovido pela Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON SINDCON), na quarta-feira (12), em São Paulo.
Segundo o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, a articulação entre poder público, empresas de saneamento e setor produtivo será necessária para ampliar a cobertura dos serviços e garantir a execução dos investimentos previstos. A CNI defende que, a partir de 2027, seja estabelecida uma agenda para que os estados sejam mobilizados para elaborar e aprovar novos planos.
Além disso, a CNI aponta a necessidade de expansão dos serviços de coleta e tratamento de esgoto e distribuição de água de forma adequada. “Um país que tem saneamento é um país melhor, mais justo e com mais possibilidade de desenvolvimento”, afirmou Muniz.
De acordo com dados apresentados pelo diretor, o Custo Brasil é estimado em R$ 1,7 trilhão por ano, do qual cerca de R$ 300 bilhões estão associados a problemas de infraestrutura. O Brasil investe atualmente cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, enquanto o patamar considerado necessário seria de pelo menos 4%. Do total investido atualmente, quase 70% têm origem no setor privado.
A discussão sobre saneamento também foi relacionada ao déficit de infraestrutura do país e à necessidade de investir em áreas como saúde, meio ambiente e atividade econômica. A proposta da CNI visa universalizar os serviços de saneamento até 2033 e ampliar a cobertura dos serviços de coleta e tratamento de esgoto e distribuição de água de forma adequada.
Representantes do setor também discutiram as condições necessárias para que os projetos contratados sejam executados e ampliem efetivamente o atendimento à população. Segundo a diretora-presidente da ABCON SINDCON, Christianne Dias, a discussão sobre a universalização passou a se concentrar na execução dos contratos.
O presidente do Conselho de Administração da ABCON SINDCON, Paulo Roberto de Oliveira, também apontou a expectativa de um novo ciclo de investimentos e implementação de projetos a partir de 2027, com foco na ampliação dos serviços e no avanço em direção às metas de universalização previstas para 2033.
A proposta da CNI visa garantir a execução dos investimentos previstos e ampliar a cobertura dos serviços de saneamento básico até 2033. A articulação entre poder público, empresas de saneamento e setor produtivo será necessária para alcançar esse objetivo.
