Em julho de 2026, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) foi estimado em R$ 1,39 trilhão, segundo dados divulgados pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O indicador, que mede o faturamento da produção agropecuária brasileira, reflete a dinâmica do setor diante de fatores como preços internacionais, condições climáticas e políticas de apoio.
A maior fatia do VBP veio da lavoura, que registrou R$ 893,3 bilhões, representando 63,9% do total. A pecuária respondeu pelos restantes 36,1%, com R$ 504,8 bilhões. Entre os produtos agrícolas, a soja lidera o ranking com R$ 336 bilhões, seguida pelo milho (R$ 158,4 bilhões), cana‑de‑açúcar (R$ 108,7 bilhões) e café (R$ 103,4 bilhões).
No segmento pecuário, a carne bovina alcançou R$ 246,5 bilhões, equivalente a 17,6% do VBP total, enquanto a carne de frango somou R$ 106,2 bilhões. Esses números indicam a importância do mercado interno e das exportações, que continuam a sustentar a demanda por proteína animal.
Em termos regionais, Mato Grosso lidera com R$ 216 bilhões, correspondendo a 15,5% do valor total, seguido de Minas Gerais (R$ 166,2 bilhões) e São Paulo (R$ 156,2 bilhões). A concentração de produção em poucos estados reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura e tecnologia para ampliar a competitividade do agronegócio nacional.
O Mapa esclareceu que o VBP é calculado mensalmente com base nas estimativas de produção e nas variações dos preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores divulgados para 2026 ainda são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio deste ano, o que pode acarretar ajustes nas projeções subsequentes.
Com o cenário econômico atual, o setor agropecuário demonstra resiliência, mas permanece sensível a oscilações cambiais e a volatilidade dos preços globais. A expectativa é de que, com políticas públicas eficazes e inovação tecnológica, o Brasil continue a consolidar sua posição como um dos principais players do mercado mundial de commodities.
