Diagnóstico e plano de ação em foco
O Ministério do Turismo (MTur) iniciou um levantamento detalhado que visa mapear as potencialidades, desafios e oportunidades do turismo nas regiões fronteiriças do país. A iniciativa, fruto de uma cooperação técnica com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), pretende criar um plano de ação que favoreça comunidades tradicionais e empreendedores locais.
Objetivos e abrangência do estudo
Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o objetivo é identificar as vocações turísticas das fronteiras e aproveitar a proximidade com países vizinhos para aumentar o fluxo de visitantes. “Queremos diagnosticar as vocações dos estados e das regiões, e, junto com a Unesco, fazer um estudo fronteiriço para aproveitar o fluxo de turistas, não só no aumento da conectividade com esse estado, mas também no encurtamento de distâncias com países vizinhos”, explica Feliciano.
Fronteiras do Norte e do Sul
O escopo do trabalho cobre áreas do Amapá e Pará, em contato com Suriname e Guiana Francesa, além de análises no Acre e em Rondônia, fronteiras com Peru e Bolívia. No Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são incluídos, conectando o Brasil a outros países do Mercosul.
As equipes técnicas do MTur já estão em Rondônia, avaliando fluxos turísticos, oferta de atrativos, serviços e equipamentos, bem como iniciativas de cooperação internacional existentes na região.
Integração e sustentabilidade
O projeto busca promover o turismo de forma integrada, com estratégias que contemplem políticas públicas, preservação ambiental, valorização cultural e cooperação entre estados e países fronteiriços.
Contexto internacional
Após discussões na reunião de ministros do Turismo do Mercosul em 2023, a iniciativa alinha-se às diretrizes do Comitê Nacional de Fronteiras e à Estratégia Nacional de Fronteiras. Em 2025, o Brasil recebeu 9,3 milhões de turistas internacionais, dos quais cerca de 65% eram provenientes de países sul-americanos, reforçando a relevância das fronteiras para o fluxo turístico internacional.
Conclusão
Com o diagnóstico em andamento, o Ministério do Turismo espera criar um roteiro estratégico que fortaleça o turismo fronteiriço, estimule a economia local e preserve o patrimônio cultural e ambiental das regiões. O sucesso desse esforço dependerá da capacidade de integrar esforços governamentais, privados e comunitários em torno de um objetivo comum: tornar o Brasil um destino ainda mais atrativo para visitantes de todo o mundo.
