O Brasil tem se destacado no cenário global do turismo, afirma o ministro Gustavo Feliciano em artigo publicado nas vésperas do Dia Mundial do Turismo.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, ressaltou que o setor brasileiro está em uma fase de consolidação histórica, deixando de ser apenas uma promessa para se tornar um dos motores mais eficientes de desenvolvimento sustentável, geração de emprego e distribuição de renda do país.
No período de janeiro a julho de 2026, turistas estrangeiros deixaram R$ 33,6 bilhões na economia brasileira, superando os R$ 25 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2025, um aumento de cerca de 34%. O número de visitantes internacionais atingiu 6,4 milhões de pessoas, mantendo o Brasil no patamar recorde do ano anterior.
O mercado doméstico também se destacou, com 68,3 milhões de passageiros em voos internos nos primeiros oito meses de 2026, o maior volume já registrado para esse período.
O crescimento do setor se refletiu no mercado de trabalho: o turismo gerou 93 mil novos empregos formais em um ano. Atualmente, o segmento emprega 2,44 milhões de trabalhadores, representando 5% da força de trabalho nacional.
Crédito e investimentos impulsionam a expansão
O Fundo Geral de Turismo (Fungetur) facilitou cerca de 6,5 mil contratos de financiamento, totalizando R$ 2,94 bilhões destinados à modernização e estruturação de empresas do setor.
Desde 2023, estados e municípios firmaram quase 2,1 mil contratos para obras relacionadas ao turismo, representando R$ 2,7 bilhões em recursos. Entre os projetos, destacam-se reformas de orlas, construção de centros de eventos e melhorias de infraestrutura urbana.
No cenário internacional, Feliciano destaca a presidência brasileira do Conselho Executivo da ONU Turismo e acordos de cooperação com México, Índia e China. O ministro também menciona o acordo de liberalização aérea na América do Sul como uma medida capaz de ampliar a integração regional e estimular o fluxo de turistas.
O desafio, segundo o ministro, é transformar o crescimento do setor em oportunidades econômicas para diferentes regiões e segmentos do país, incluindo afroturismo, turismo em terras indígenas e turismo de fronteira.
Ao fazer um balanço do setor no Dia Mundial do Turismo, o ministro conclui que o Brasil não precisa mais esperar por um futuro de protagonismo na atividade. “O momento de encantar o planeta é agora”, afirma Feliciano.
