No Nordeste, o presidente Lula (PT) mantém uma vantagem significativa sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em todas as métricas da pesquisa espontânea divulgada pela Datafolha nesta quinta-feira, 1º de outubro. Lula aparece com 54% das menções, enquanto Flávio registra apenas 22%, resultando em uma diferença de 32 pontos percentuais.
Na pesquisa estimulada, em que os entrevistados escolhem entre nomes apresentados, Lula também lidera com 56% dos votos, contra 26% de Flávio. Quando se descontam votos em branco, nulos e indecisos – o recorte de votos válidos – a vantagem aumenta para 61% de Lula frente a 28% de Flávio.
No cenário de segundo turno simulado entre os dois principais nomes, Lula amplia ainda mais sua margem no Nordeste, somando 62% das intenções de voto regional, em comparação com 31% de Flávio. Essa diferença de 31 pontos percentuais representa a maior vantagem registrada entre as quatro regiões pesquisadas.
A forte performance de Lula na região reflete seu apelo entre eleitores de menor renda e escolaridade, perfil socioeconômico que exerce peso proporcionalmente maior no Nordeste. Esse fator ajuda a explicar a disparidade regional nas intenções de voto.
Segundo o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, a situação ainda não é de tranquilidade para o petista. “O Nordeste continua sendo um desafio, apesar da expressiva vantagem de Lula. A Bahia, em particular, ainda não reproduziu a performance de 2022 nas pesquisas”, observa.
Os nove estados que compõem a região somam 43.529.845 eleitores aptos a votar neste domingo, 4 de outubro, representando 27% do total nacional de 158,7 milhões.
Nacional
Em todo o país, Lula lidera o primeiro turno com 45% dos votos válidos, frente a 40% de Flávio Bolsonaro. Os demais candidatos aparecem com 4% para Augusto Cury, 3% para Ronaldo Caiado e 3% para Renan Santos.
Na pesquisa espontânea, Lula subiu de 20% das menções em abril de 2025 para 39% na pesquisa atual, enquanto Flávio aumentou de 12% – quando entrou na disputa em março – para 31%. O índice de indecisos caiu de 53% para 13%, sinalizando o amadurecimento da disputa à be
