Impacto da seca no Nordeste
Durante o trimestre de julho a setembro de 2026, 319 municípios do Nordeste brasileiro foram declarados em situação de emergência por conta da seca e da estiagem, segundo dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Cerca de 1,4 milhão de habitantes ficaram vulneráveis a esses eventos, que ocasionaram prejuízos avaliados em R$ 5,7 bilhões.
Prejuízos e distribuição regional
A agricultura foi a principal vítima, representando R$ 3,4 bilhões das perdas totais. O Nordeste registrou o maior volume de danos entre as cinco regiões brasileiras, somando quase metade do total nacional: 45 % dos R$ 12,6 bilhões de prejuízos em todo o país. O Sudeste ficou em segundo lugar com R$ 4 bilhões, enquanto o Sul contabilizou R$ 1,8 bilhão.
Em todo o território nacional, os desastres do período afetaram 6,9 milhões de pessoas distribuídas em 1.035 municípios. O balanço também registrou 25 mortes e 87,7 mil pessoas deslocadas de suas residências, abrangendo diferentes tipos de ocorrência e não se limitando apenas à seca no Nordeste.
Recomendações da CNM
Para fortalecer a resiliência dos municípios diante dos próximos ciclos de El Niño, a CNM aconselha a revisão de planos de contingência, o mapeamento de áreas de risco e a organização de canais de comunicação eficazes com a população. Essas orientações estão consolidadas na Nota Técnica nº 12, publicada em maio de 2026.
O levantamento destaca a intensificação da seca no contexto do fenômeno El Niño, mas não detalha quais municípios estão em situação de emergência nem a extensão das perdas por estado ou número de produtores rurais afetados. A falta de granularidade dificulta a identificação de prioridades de apoio e reforça a necessidade de dados mais precisos em futuras edições do Boletim El Niño.
