Evento reúne 40 representantes de 17 estados para debater a retomada econômica
Na terça-feira (13), em São Paulo, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) realizou mais uma edição do Encontro do Associativismo, contando com a presença do senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro. O encontro teve como objetivo apresentar as demandas do empresariado nacional ao debate presidencial do segundo turno, reunindo representantes de federações e associações comerciais de 17 estados.
Durante a sessão, Flávio Bolsonaro destacou a importância do associativismo para enfrentar os desafios da economia brasileira, defendendo a desburocratização, o incentivo a micro e pequenas empresas, o aumento da produtividade e a redução da estrutura estatal. “O centro do meu governo vai ser o cidadão e a cidadã brasileira. Eu vou investir neles, e eu aposto na economia da produtividade”, afirmou o candidato, que também anunciou um “tesouraço” em impostos e burocracia, com decreto para revogar mais de mil atos normativos que, segundo ele, “serviram para achacar os empreendedores deste país”.
O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, ressaltou a união das entidades empresariais e citou um programa desenvolvido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com o Instituto de Economia da Unicamp e a Fundação Internacional para a Liberdade, voltado a micro e pequenos empreendedores. Entre as pautas defendidas estão a implantação do voto distrital, a defesa do Simples Nacional e a responsabilidade fiscal. “Fizemos um programa, um projeto do Brasil de amanhã”, declarou Cotait, que também preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e a ACSP.
Na mesma ocasião, a porta-voz econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que “a economia é uma ciência, não é uma ideologia”. Ela criticou a carga tributária e a burocracia, alegando que o país aumentou ou criou mais de 30 impostos para cobrir despesas em Brasília, prejudicando a atividade produtiva e contribuindo para os pedidos de recuperação judicial. “Não há outro caminho que não seja expandir a produtividade, tirar do Estado o cabresto de quem produz riqueza, e o Brasil parar de sustentar Brasília”, concluiu.
Voices from the regional business sector
Para o presidente da Associação Comercial do Pará, Izan Anijar, o setor produtivo tem enfrentado dificuldades nos últimos anos, citando a excessiva carga tributária e a possibilidade de implementação do split payment a partir de janeiro. “São muitas coisas que têm acontecido nos últimos tempos que têm propiciado esse ambiente muito ruim”, explicou.
Já o presidente da Associação Comercial e Industrial do Amapá, Márcio Bragança, enfatizou a importância de mobilizar o setor produtivo para apresentar as demandas da agricultura, indústria e serviços aos candidatos. “Achei a importância muito grande para o nosso Brasil, até porque para mostrar nossos interesses perante a agricultura, a indústria, serviços, e verificar qual é a proposta dele para nós, que somos da área empresarial”, afirmou.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (RJ), Maurício Cabral, destacou a necessidade de investimentos em ferrovias, portos, rodovias e aeroportos, enquanto o presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, Célio Bernardi, ressaltou a união do associativismo como instrumento de transformação e a necessidade de simplificação tributária e trabalhista.
Por fim, José Carlos Barbieri, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (PR), declarou que “nós estamos num momento extremamente importante do Brasil, que é o momento de termos uma ação de cidadão, um momento de cidadania. E nós do associativismo, as nossas associações comerciais, federações e a Confederação, não podemos ficar de fora de um momento como este, porque nós temos que discutir o futuro do Brasil”.
Significance of the meeting for the presidential race
As edições anteriores do Encontro do Associativismo já receberam Romeu Zema, Augusto Cury e Ronaldo Caiado. A presença de Flávio Bolsonaro dá continuidade à iniciativa, que abre espaço para a apresentação de propostas e a discussão das demandas de empresários e lideranças associativistas. A CACB convidou os dois candidatos que disputam a presidência neste segundo turno, reforçando a importância da participação ativa da sociedade nas discussões sobre o futuro do país.
O encontro contou com presidentes de federações estaduais de diversas regiões, incluindo Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins, consolidando a representatividade regional e o peso político do associativismo no cenário nacional.
