Casa Civil e ApexBrasil firmam acordo para atrair R$ 500 bi em concessões e PPPs
Na terça-feira (27), em Brasília, a Casa Civil e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil) assinaram um Acordo de Cooperação Técnica com o objetivo de ampliar a divulgação de projetos de infraestrutura brasileiros no exterior e atrair capital privado estrangeiro. A iniciativa prevê a qualificação de pelo menos 30 novos investidores internacionais e está alinhada à meta do governo federal de alcançar R$ 500 bilhões em contratos de concessões e parcerias público‑privadas (PPPs) até dezembro.
Atração de recursos para infraestrutura
Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil, destacou que o crescimento das exportações brasileiras demanda melhorias na logística e na infraestrutura do país. “Precisamos melhorar a infraestrutura no Brasil porque o país está crescendo. Estamos exportando mais. E uma das formas de melhorar a infraestrutura é trazer o investimento de fora, fazendo com que investidores internacionais construam mais portos e rodovias”, afirmou.
Müller acrescentou que o acordo com a Casa Civil “ajuda na coordenação das ações e dá mais potência para que a atração de investimentos aconteça num ritmo ainda mais acelerado”. Ele também ressaltou a intenção da ApexBrasil de transformar projetos de concessão e parceria em obras concretas, beneficiando a população e impulsionando a economia.
Governo prevê R$ 500 bilhões em contratos até dezembro
O secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil, Marcus Cavalcanti, explicou que o acordo formaliza uma atuação conjunta que já vinha ocorrendo entre as instituições. “Estamos instrumentalizando uma ferramenta de trabalho que já era feita. Vamos chegar agora em dezembro a 500 bilhões de reais de contratação de PPPs e concessões pelo Governo Federal”, projetou.
Cavalcanti ressaltou que a carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) já reúne 176 projetos em execução. A divulgação dessas oportunidades no exterior faz parte da estratégia para atrair investidores e ampliar a participação de recursos privados na infraestrutura brasileira.
Metas e setores prioritários
O Acordo de Cooperação Técnica (ACT) terá vigência de três anos e prevê ações de promoção internacional dos projetos de concessões em mercados como Espanha, Reino Unido, França, Holanda, China, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita.
Entre as metas estabelecidas, destacam-se:
- Qualificação de pelo menos 30 novos investidores internacionais, facilitação de 6 novos projetos e realização de no mínimo 6 ações internacionais de promoção, além da produção de materiais bilíngues e webinars voltados ao mercado estrangeiro.
- Transportes e logística: promoção de leilões e concessões de rodovias, ferrovias, portos e hidrovias através de missões internacionais do programa Invest in Brasil – Logística.
- Transição energética: promoção dos leilões da ANEEL (Central de Leilões Electric Power), atração de investimentos em energia eólica onshore/offshore, armazenamento em baterias e a agenda Hydrogen 2026.
- Minerais críticos e saneamento: ações voltadas para a atração de capital em cadeias minerais estratégicas para a transição energética e projetos de saneamento e infraestrutura urbana.
Missões internacionais
As instituições já planejam missões à Ásia e à Europa para apresentar oportunidades de investimento e aproximar empresas e investidores estrangeiros dos projetos brasileiros. A expectativa é que a atuação conjunta amplie o acesso dos empreendimentos de infraestrutura a recursos privados internacionais, contribuindo para viabilizar concessões e parcerias em áreas como logística, energia e saneamento.
Em síntese, o acordo entre a Casa Civil e a ApexBrasil representa um passo decisivo na busca por um fluxo de investimento externo que possa acelerar a modernização da infraestrutura do Brasil. Ao combinar a expertise de ambos os órgãos e estabelecer metas concretas, o governo demonstra compromisso em transformar projetos em obras tangíveis, beneficiando a economia e a qualidade de vida da população. A realização de R$ 500 bilhões em contratos até dezembro será um indicativo claro de que a política de atração de capital privado está ganhando força e pode consolidar o Brasil como destino atrativo para investidores internacionais no setor de infraestrutura.
