O boi gordo registra leve alta no dia 5 de novembro de 2026
Na última quinta-feira (05/11/2026), a arroba do boi gordo negociada na região metropolitana de São Paulo atingiu R$ 390,85, refletindo um aumento de 0,22% em relação ao dia anterior. Em comparação, o valor de 04/11/2026 era R$ 390,00, com variação de 0,03% e um ganho mensal de 0,24%. O preço convertido em dólares, baseado na cotação de 71,66 US$ por arroba, mostra a mesma tendência de valorização.
O indicador CEPEA/ESALQ confirma que o boi gordo permanece dentro de uma faixa de crescimento moderado, impulsionado por fatores como a demanda exportadora e a escassez de oferta em algumas regiões produtoras.
Frango congelado e resfriado mantêm preços estáveis em São Paulo
Para os consumidores, os preços do frango não apresentam grandes oscilações. O frango congelado foi cotado a R$ 8,21 por quilo, sem variação em relação ao dia anterior, enquanto o frango resfriado ficou em R$ 8,23, também sem mudança. A variação mensal, contudo, apresenta uma leve queda de 0,12% em ambos os casos.
Esses valores, divulgados pelo CEPEA/ESALQ, indicam que o mercado de frango em São Paulo permanece equilibrado, com oferta suficiente para atender à demanda interna e às exportações, mantendo a estabilidade de preços.
Carcaça suína especial sobe 0,62% e suíno vivo registra queda em Santa Catarina
Na região da Grande São Paulo, o preço da carcaça suína especial aumentou para R$ 9,70 por quilo, registrando uma variação diária de 0,62% e uma queda de 5,18% em relação ao mês anterior. A média de 10,23 R$ por quilo em 30/10/2026 mostra a tendência de alta que se consolida no início de novembro.
Em contraste, o preço do suíno vivo em Santa Catarina caiu para R$ 5,77, refletindo uma diminuição de 1,54% no dia 04/11/2026. Outros estados, como Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, apresentaram variações negativas menores, indicando um cenário de pressão de preços em nível nacional.
Contexto e análise editorial
O aumento moderado do boi gordo e da carcaça suína sugere um mercado que, apesar da inflação, consegue equilibrar a oferta com a demanda crescente, especialmente nas exportações para a Europa e a China. A estabilidade do frango, por sua vez, reflete a capacidade de produção local em atender ao consumo interno, evitando variações bruscas que poderiam afetar o preço final ao consumidor.
Para os produtores, a valorização do boi gordo pode representar um incentivo para ampliar a produção de animais de corte, enquanto os frigoríficos precisam monitorar os custos de alimentação e manejo para manter a margem de lucro. Os varejistas, por outro lado, podem aproveitar a estabilidade do frango para manter preços competitivos, enquanto os consumidores devem ficar atentos às variações mensais que, embora pequenas, afetam o custo de aquisição das carnes.
Em suma, o mercado de carnes no Brasil continua apresentando sinais de resiliência, com ajustes sutis nos preços que refletem as dinâmicas de oferta e demanda em cada segmento. Os dados do CEPEA/ESALQ continuam sendo fundamentais para acompanhar essas tendências e orientar decisões de produção, comercialização e consumo.
