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Economia

Entidades pedem adiamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) até 2028

Last updated: 2026/11/05 at 4:42 AM
Divergente Importador Published 5 de novembro de 2026
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Entidades pedem adiamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) até 2028
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Entidades pedem atraso para a implementação da CBS

Representantes dos setores jurídico, tributário e empresarial enviaram uma carta aberta ao Congresso, solicitando que a implementação efetiva da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) seja adiada para, no mínimo, 2028. A proposta tem como objetivo garantir que as empresas tenham tempo suficiente para se adaptar às mudanças previstas para 1º de janeiro de 2027.

Índice
Entidades pedem atraso para a implementação da CBSMotivos do pedido de adiamentoQuatro entraves principais identificadosAlíquota da CBS ainda em discussãoDesafios técnicos e operacionaisRiscos de conflitos judiciaisConclusão: a necessidade de condições adequadas

Motivos do pedido de adiamento

Os signatários alegam que a falta de definições normativas e a ausência de sistemas operacionais adequados – tanto públicos quanto privados – podem elevar os custos das empresas, aumentar a insegurança jurídica e gerar impactos negativos na atividade econômica. Para evitar esses riscos, as entidades sugerem que o próximo ano seja dedicado à realização de testes e ajustes, com a adoção das alterações normativas necessárias.

Quatro entraves principais identificados

  • Indefinição da alíquota da CBS, que ainda não foi estabelecida pelo Senado até o prazo de 15 de dezembro de 2026.
  • Falta de pleno funcionamento do sistema de apuração assistida do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da CBS.
  • Necessidade de adaptação dos sistemas internos das empresas, incluindo ERPs, emissão de documentos fiscais e controle de créditos.
  • Ausência de uma estrutura processual adequada para resolver disputas judiciais relacionadas aos novos tributos.

Alíquota da CBS ainda em discussão

O Tribunal de Contas da União (TCU) já aprovou o cálculo da alíquota de referência em 11,3468%, arredondada para 11,3%. O Senado Federal tem a tarefa de definir a alíquota para 2027 até 15 de dezembro, pouco antes do início da cobrança. A carta destaca que a divulgação tardia – apenas duas semanas antes da data de entrada em vigor – não oferece tempo suficiente para renegociar contratos, revisar preços ou reorganizar operações empresariais.

Desafios técnicos e operacionais

A ausência de pleno funcionamento do sistema de apuração assistida impede que as empresas realizem os testes necessários para se adequar à nova tributação. Além disso, a demora na definição de parâmetros normativos e na disponibilização de ferramentas operacionais pelo poder público aumenta o risco de inconsistências e descumprimento involuntário de obrigações fiscais.

Riscos de conflitos judiciais

Mesmo que a elevação gradual das alíquotas do IBS esteja prevista apenas a partir de 2029, o tributo já terá incidência em 2027, com alíquota de 0,1%. A cobrança pode gerar disputas judiciais envolvendo questões que se relacionam à CBS, já que os dois tributos estão sujeitos a competências jurisdicionais distintas. A falta de mecanismos de harmonização pode levar a decisões contraditórias sobre a mesma operação.

Conclusão: a necessidade de condições adequadas

As entidades ressaltam que o adiamento proposto não representa oposição à reforma tributária, mas uma medida de prudência para assegurar condições técnicas, operacionais e jurídicas adequadas à sua implementação. O sucesso da transformação do sistema tributário, segundo os signatários, deve ser medido pela capacidade de estabelecer um modelo mais simples, eficiente e seguro, e não apenas pelo cumprimento de um cronograma.

Signatárias:

  • AASP (Associação dos Advogados de São Paulo)
  • AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs & Legaltechs)
  • ABDF (Associação Brasileira de Direito Financeiro)
  • Aconcarf (Associação dos Conselheiros Representantes dos Contribuintes no Carf)
  • ADT (Academia de Direito Tributário)
  • Apet (Associação Paulista de Estudos Tributários)
  • Cenapret (Centro Nacional para a Prevenção e Resolução de Conflitos Tributários)
  • Cesa (Centro de Estudos das Sociedades de Advogados)
  • FESDT (Fundação Escola Superior de Direito Tributário)
  • GTAX (Grupo de estudos avançados em direito tributário)
  • IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros)
  • Iargs (Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul)
  • IaSP (Instituto dos Advogados de São Paulo)
  • IAT (Instituto de Aplicação do Tributo)
  • ICDT (Instituto Capixaba de Direito Tributário)
  • IDT (Instituto de Direito Tributário do Paraná)
  • IDTP (Instituto de Direito Tributário da Paraíba)
  • IET (Instituto de Estudos Tributários)
  • IGA – IDEPE (Instituto Geraldo Ataliba)
  • Ilata (Instituto Latino-Americano de Tributação Ambiental)
Divergente Importador 5 de novembro de 2026
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