Em setembro de 2026, o país registrou a criação de 121.305 empregos formais, segundo o Nuevo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quarta-feira (4). O saldo positivo resulta da diferença entre 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos no período.
Serviços lideram geração de empregos
O setor de serviços manteve sua posição dominante, gerando 81.241 novas vagas, um aumento de apenas 0,34% em relação a agosto. Entre eles, as atividades administrativas e os serviços complementares foram responsáveis por 18.386 postos, enquanto a saúde humana e serviços sociais adicionaram 15.403 vagas. A indústria seguiu com 19.285 empregos formais, seguida pelo comércio (15.697) e pela construção civil (9.468), destacando as obras de infraestrutura que contribuíram com 4.669 novos empregos. A agropecuária foi o único grande grupo com saldo negativo, fechando 4.381 postos, principalmente por causa do café (‑5.548) e do alho (‑1.396). No acumulado do ano, todos os cinco grandes grupos apresentaram crescimento, com serviços liderando em 775.774 vagas, seguida pela construção civil (207.434) e pela indústria (188.563).
Nordeste lidera geração de empregos entre as regiões
Na divisão regional, o Nordeste destacou-se com o maior saldo de empregos formais em setembro, contabilizando 49.142 novas vagas. O Sudeste ficou em segundo lugar com 39.404 postos de trabalho, seguido pelo Norte (14.748), Sul (9.949) e Centro-Oeste (7.894). Em nível estadual, São Paulo liderou o país com 19.391 novas vagas, seguido por Pernambuco (13.371) e Alagoas (11.110). Quando analisado em termos de crescimento percentual, Alagoas obteve o melhor desempenho, com alta de 2,47%, superado apenas por Amapá (1,35%) e Roraima (1,23%). O Rio Grande do Sul foi o único estado a registrar saldo negativo, com fechamento de 2.937 postos, uma retração de 0,10%. No acumulado de janeiro a setembro, todas as unidades federativas apresentaram saldo positivo, com São Paulo liderando em 322.551 vagas, seguida por Minas Gerais (129.777) e Rio de Janeiro (86.489).
